PEDRA DA MINA (MINAS GERAIS)

TRIP: Trekking na Pedra da Mina (MG)

No último final de semana, eu fiz um trekking de verdade, fui subir a tão famosa Pedra da Mina.
Eu tinha decidido que queria fazer uma coisa mais hard do que as que eu vinha fazendo, então resolvi me jogar.

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Olha que céu lindo na estrada …

A Pedra da Mina, que fica na cidade de Passa Quatro em Minas Gerais, é o quarto pico mais alto do Brasil, possui 2798 metros de altura. Está no meio do caminho da Travessia da Serra Fina (geralmente o trajeto é: Capim Amarelo, Pedra da Mina e Pico dos 3 estados). Possui mais ou menos 19km (subida e descida). Não precisa saber escalar, mas tem escalaminhada, e nessas horas o bastão pode atrapalhar um pouco.

A trilha não é nada fácil, portanto se tem vontade de fazer, prepare-se bem.
Confesso que subestimei a dificuldade, porque tudo que me falaram que era difícil eu fiz calma e sossegada, não fiz correndo, mas fiz de boa.

Ida

A trilha começa com 1500mt de altura, portanto temos menos de 1300mts para subir.

1300mts BEM HARD.

A subida é bastante exigente, então esteja com as pernas preparadas.
O início não tem muito desnível, é bem sossegado, nem precisa usar os bastões de caminhada. Você vai passar por dois riachos, onde poderá pegar água, até chegar ao acampamento base, que já está na altura dos 2000mts.
E é depois daí que a trilha começa de verdade!

Depois da última parada para água, no acampamento base, você terá de subir, numa escalaminhada, o famoso Deus me livre (que foi a pior parte para mim). Acho que é a parte mais complicada mesmo, e fico feliz que seja logo no início. Dependendo do horário em que você começou a trilha, a hora que você chegar no Deus me livre o sol estará a pino, então, não esqueça o bloqueador. Neste trecho o descanso é debaixo do sol mesmo, não há sombra.

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O Deus me livre não tem esse nome por acaso, esse morro é muito cansativo, você faz tanto esforço com as pernas, que quando pára lá em cima para descansar, entende que o nome faz todo o sentido.

Ainda bem mesmo que é logo no começo.

Depois de subir o Deus me livre, após caminhar algum tempo, haverá uma descida, que te leva até o bambuzal, lá também é uma área de camping. Aqui sim você vai encontrar uma sombra para descansar. Aconselho descansar direito aqui, pois apesar de estar próximo do fim, ainda tem mais subida, e esta é a única sombra que você vai encontrar, até passar por aqui de novo na volta.

Vencendo este segundo morro… Pronto, você já está quase lá!

Então, o caminho não é tão longo, mas a gente faz tanto esforço físico por conta dos desníveis, que os mais ou menos 8km parecem 100!!!

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Essa foto é da volta

Acampamento e ataque ao cume!

Nós não acampamos no pico, acampamos no pé.
Subimos para ver o sol se por. Lá em cima é incrível e faz um vento violento! Imagino que quem tem o sono leve não consegue dormir direito com o barulho que o vento deve fazer na barraca.

Do alto da Pedra da Mina você consegue ver outros picos famosos como: Pico das Agulhas Negras e Marins (prá citar só 2), e a cidade de Queluz, além de Passa Quatro, que ficam mais visíveis à noite, por causa das luzes.

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Assinando o livro do cume

No pé do cume, onde acampamos (base 1), o vento é forte, mas um pouco mais moderado. De noite faz muuuito frio!!! Eu não sei quantos graus fez naquela noite, mas consegui dormir bem no meu saco de dormir, que é para 15°C. Além do conjunto de fleece, usei uma calça legging e uma meia-calça, sem este reforço eu acho que não teria conseguido dormir. A minha amiga de barraca usou aquecedores, mas eu fiquei ok sem eles.

Do lado de fora da barraca tem que estar de toca e luva, senão você congela!

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Nosso acampamento

Retorno

A notícia boa, é que tudo aquilo que você subiu na ida, você vai descer na volta. Então só existe um morro para subir (que não é tão íngreme), e não haverá escalaminhada (HELLYEAH!).

Só que a descida geralmente exige mais do seu joelho, e da sua força física (a subida exige mais do seu fôlego), então para muitas pessoas, as descidas são piores. Eu sofri muito mais na descida do que na subida, teve hora que eu estava me arrastando debaixo daquele sol. Mas não tinha como desistir né, senão eu ia ter que morar lá no meio da trilha, haha!
No dia da descida eu tinha acordado mais gripada, então estava com aquelas dores no corpo que a gripe provoca, as mesmas que eu senti quando estava subindo. Tomei um antigripal (que não passa de um placebo) e fui! Sofri bastante, mas deu tudo certo.

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Retorno

Toda a escalaminhada que foi feita na subida, agora vira um tobogã, então se você tiver luvas, é legal colocá-las, porque você certamente vai ter que se segurar nas pedras para não escorregar, além de ter que usar o quinto apoio! Cuidado para não rasgar a calça 😛 Tome cuidado na descida, porque a sua mochila pode acabar te tombando para a frente, e cair de cara com as pedras não é bom!

Considerações finais:

– Esqueci de cortar as unhas e perdi pelo menos umas 6 durante a aventura, haha 😛

– Fora as unhas dos dedões do pé, que vão cair.

– Escalaminhada é um saco!

– Todos os pontos de parada proporcionam uma vista muito bonita da Serra da Mantiqueira devido à altitude, vale a pena ficar um tempinho a mais na parada para tirar foto! (Uma panorâmica é o quê há!)

– Eu sinto bastante calor, então teria feito de shorts tranquilamente. Mas a vegetação pode te arranhar, então se você prefere voltar com as pernas e braços sem arranhões, vá com calça e blusa de manga comprida.

– Como todo mundo já sabe, é possível acampar no cume. Mas o vento lá é violento!

– A subida para a Pedra da Mina é muito exigente, então esteja com as pernas e joelhos bem preparados.

Eu fiquei meio desanimada de ter ficado tão cansada e ofegante (valeu gripe!), mas não posso esquecer que esta foi a minha primeira experiência subindo um pico realmente alto, e não só isso, é o 4° mais alto do Brasil. Eu subi gripada o pico considerado o mais difícil para muita gente e deu tudo certo!
Se você tem alguma dúvida sobre fazer ou não, minha dica é: FAÇA.

É difícil, mas não é impossível! E a satisfação que você vai sentir depois compensará todo o esforço.

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Livro do cume
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Nascer do sol

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