Uma breve história sobre as Pin-up Girls

Dia 10 de junho, aconteceu no The Sailor Pub (São Paulo), o 4º concurso Miss Pin Up The Sailor, e a ganhadora deste ano foi a Sarah Amethyst.

Sarah Amethyst Miss Pin Up The Sailor 2017

Pensando nisso, resolvi fazer um post falando um pouco sobre a história dessa figura feminina, tão forte, que é a PIN-UP.


O QUÊ É UMA PIN UP?

O termo pin-up, significa “pendurada”, e se refere às fotos de garotas que ficavam penduradas nos alojamentos dos soldados durante a segunda guerra mundial.

Muitas das garotas dessas fotografias, eram atrizes de Hollywood, consideradas símbolos sexuais, como Betty Grable e Rita Hayworth. Outras pin-ups, eram pinturas feitas à partir de modelos que posavam, como as pinturas de Alberto Vargas, e Gil Elvgren.

 

QUANDO SURGIRAM AS PIN-UPS AMERICANAS?

Durante a Segunda Guerra Mundial, como campanha de incentivo para as tropas americanas (isso parece estranho né?). Cópias da revista Esquirre foram enviadas aos soldados durante a guerra, com pinturas de garotas em uniformes de soldados, feitas por Alberto Vargas.

COMO COMEÇOU – A estética pin-up

Diferente do que você imagina, as imagens que os soldados americanos usavam para enfeitar seus alojamentos não teve origem nos EUA, e são na verdade inspiradas no trabalho de outros artistas, como Charles Dana Gibson, que pintava o ideal de beleza feminina (de acordo com sua visão) por volta de 1890, e Jules Cheret, pintor francês.

 

Nos cartazes criados por Cheret, era comum a imagem de mulheres bonitas, alegres e sensuais.

PIN-UPS FAMOSAS

 

Betty Grable (1916 – 1973)

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A pioneira (junto com Rita Hayworth)! Possui o título de Pin-up mais popular da Segunda Guerra Mundial, e foi eleita em 1943 pela revista Life, a dona das pernas mais bonitas de Hollywood. Era atriz, cantora e dançarina.

 

Rita Hayworth (1918 – 1987)

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Mito do cinema, eternizada pelo filme Gilda, de 1946.

 

Josephine Baker (1906 – 1975)

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Cantora e dançarina americana, considerada a primeira pin-up negra da história, atuou também no cinema francês.

 

Bettie Page (1923 – 2008)

betty-page

 

A consagradora da estética pin-up. Bettie é a personificação da pin-up, famosa por suas fotos no estilo fetiche e bondage.

 

Marilyn Monroe (1926 – 1962)

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Em 1949, o fotógrafo Tom Kelley pagou à Marilyn 50$ para posar nua. Alguns anos depois, a revista Playboy comprou os direitos de uma de suas fotografias para calendário, chamada Sonhos Dourados (Golden Dreams).

 

Hedy Lamarr (1914 – 2000)

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Não é um nome muito conhecido no universo pin-up, mas deveria. Além de atriz, Hedy foi inventora, e contribuiu criando um sistema de comunicação para as forças armadas dos EUA, que serviu de base para o nosso tão amado WIFI. Temos aqui uma pin-up da tecnologia senhoras e senhores!

 

Dita Von Teese (28 de setembro de 1972)

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A Dita é talvez um dos rostos mais conhecidos quando o assunto é pin-up ou burlesco.

…e por quê não a nossa pequena notável: Carmem Miranda (1909 – 1955)!

 

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POR QUÊ NÃO EXISTEM PIN-UPS NEGRAS?

Na verdade elas existem, mas são poucas.

O surgimento das pin-ups aconteceu quando os Estados Unidos estava no auge da segregação racial, mas isso não quer dizer que não haviam mulheres negras no meio artístico. Só que por serem um número menor, elas foram sufocadas pelas brancas.

Alguns nomes sempre importantes de serem lembrados, além de Josephine Baker:

 

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ESTILO PIN-UP HOJE EM DIA

Ícones sexuais ou representações da liberdade feminina, as pin-ups se tornaram inspiração para a arte contemporânea, cultura pop, estilo de se vestir, e estão por toda parte. Dos alojamentos dos soldados, para as camisetas, bolsas e tatuagens!

Atualmente, existem subdivisões dentro do estilo, que vão de pin-up clássica à rockabilly, entre outras. As atuais pin-ups mesclam o clássico com moderno, muitas possuem piercings e tatuagens, e na minha opinião, é aí que tá a graça.

O mundo pop adora fazer referência ao estilo pin-up, só para citar algumas, temos: a Katy Perry (no visual do primeiro disco, que eu achei o mais bonito), Christina Aguilera (Lembra de Candyman?), e a nossa amada Amy Whinehouse.

Tem gente que acha o estilo pin-up retrógrado, por expor a mulher no papel de objeto/símbolo sexual, outras pessoas acreditam que a pin-up é a liberdade das normas impostas pelo patriarcado. Mas me diga uma coisa: mesmo quando a mulher é um objeto à ser desejado, na mão de quem está o poder?

Questão de ponto de vista.

Vale citar uma frase da Lena Horne:

” O corpo feminino nu é tratado de forma tão estranha pela sociedade. As pessoas estão constantemente implorando para vê-lo, mas depois que conseguem, alguém é (tratada como) uma promíscua. “

Já era assim naquela época, e parece que continua. Quando será que vai mudar?

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SAIBA MAIS

Se você tem interesse pelo assunto, existem alguns bons livros lançados no Brasil, com as pinturas de Gil Elvgren e Alberto Vargas, que são os nomes mais conhecidos no assunto.

Se além do interesse na história, você quer adotar o visual pin-up, a internet é “O LUGAR” para encontrar tutoriais sobre cabelo, maquiagem, e ideias para suas roupas (muitas garotas fazem suas próprias roupas), mas existem lojas/marcas voltadas para o universo vintage.

LOJAS

Surpreenda Store: https://www.surpreendastore.com – Tem modelos para garotas plus-size.

Manifesto Pin-up: https://www.manifestopinup.com.br – Essa é uma loja aqui de São Paulo, mas eles vendem pela internet também.

Um blog muito bom sobre o assunto é o universo retrô. Lá existe um monteeeee de informação sobre o estilo vintage.

E se você é daqui de São Paulo, tem alguns lugares com essa temática que você pode colar, como:

The Clock – na Barra Funda

Shake Baby – na Móoca

Zé do Hamburguer – em Perdizes

E a Condimento, no Tatuapé, que não é propriamente no estilo vintage, mas vale muito a pena conhecer.


E aí, pronta para fazer seus Victory Rolls?

Beijão! 😉

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