Mini-bio: TURA SATANA

Se tem uma coisa que eu adoro é trazer aqui mulheres que de alguma forma possam servir de inspiração. Até fazer a pesquisa sobre a vida da Tura Satana, eu não tinha ideia de como era a vida dela. Achei tudo tão interessante, que resolvi postar aqui uma mini-bio.

Espero que gostem 🙂


 

Até hoje, a influência da atriz Tura Satana pode ser encontrada na cultura pop. Pelo nome, você pode até não saber quem é, mas com certeza já a viu por aí.

Tura Luna Pascual Yamaguchi nasceu no Japão em 1938. Seu pai era um ator de origem japonesa e filipina, e sua mãe, artista circense, de origem escocesa-irlandesa e indígena.

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De arruaceira à dançarina burlesca

Sua trajetória foi marcada por tragédias desde cedo. Aos 9 anos Tura foi estuprada por 5 homens, que nunca foram condenados. Este acontecimento fez com que ela se esforçasse na prática de artes marciais, mais especificamente karatê e aikido, e passasse 15 anos procurando cada um dos estupradores para se vingar – “Eles nunca sabiam quem eu era, até que eu dissesse”. Nesta época, formou uma gangue com outras garotas da vizinhança, chamada The Angeles.

Tura admite ter sido uma jovem delinquente. Por causa disso, foi mandada para um reformatório.

Com 13 anos Tura casou-se com um rapaz de 17 (John Satana), num casamento arranjado, para a união de suas famílias. É claro que isso não deu certo, e o casamento durou menos de um ano.

Foi para Los Angeles, e tornou-se dançarina burlesca (além de posar nua) usando uma identidade falsa, pois tinha apenas 15 anos. Fez muito sucesso por ter traços orientais, e seios grandes.

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Gente, ela podia estar na lista das pin-ups do outro post!

Aos 19 anos, Tura ficou grávida, mas permaneceu dançando até o oitavo mês de gestação! Ela acredita que a experiência como dançarina tenha lhe ensinado muito.

Teve um romance com o rei do rock, Elvis Presley, que durou alguns meses (fofocas dizem que Elvis a pediu em casamento, mas ela não aceitou).

Carreira no cinema

Foi no começo do anos 60 que Tura se aventurou no cinema, sendo seu primeiro papel, o da prostituta Suzette Wong, em Irma La Douce (1963), além de ter feito aparições na tv. Pouco depois, apareceu o papel que a deixaria em evidência. Tura encarou o convite como uma oportunidade de interpretar um papel real e não ser apenas um objeto em cena, e aceitou o desafio! Resultado: a ótima performance como VARLA em Faster Pussycat! Kill! Kill! (1965).

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Suzette Wong (Irma La Douce – 1963)

Russ Meyes, diretor de Faster Pussycat! Kill! Kill! atribui à Tura, a fama do filme.

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Varla (Faster Pussycat! Kill! Kill! – 1965)

Outro filme interessante na carreira de Tura, é The Doll Squad (1973), que teria inspirado a criação das Panteras (Charlie’s Angels).

 

“Retiro”

Logo após essa filmagem, outra tragédia atingiu Tura, desta vez na forma de um ex-namorado possessivo com uma arma. Neste período de “retiro” da vida artística, Tura trabalhou num hospital, e na polícia de Los Angeles. Em 1981, sofreu um acidente de carro, que resultou em internação e quinze operações.

Em 2002, fez seu retorno ao cinema, através do filme Mark of the Astro-zombies (não sei se tem em português gente).

 

A pessoa

Tura era casada com um ex-policial de Los Angeles, e teve duas filhas. Morreu com 72 anos, em 4 de fevereiro de 2011, de insuficiência cardíaca.

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Por tudo que aconteceu em sua vida, eu tenho uma imensa admiração por essa mulher!

 

Conheci a Mayra Dias Gomes!!!

Mayra Dias Gomes é uma escritora de 29 anos, filha do dramaturgo Dias Gomes. Nasceu no Rio de Janeiro, mas mora atualmente em Los Angeles com seu marido Coyote Shivers (o Berko do filme Empire Records). Aos 19 anos, teve seu primeiro livro publicado pela editora Record, o Fugalaça, que foi escrito durante a sua fase de depressão, e tornou-se um clássico da literatura underground.

Ela está no Brasil, e promoveu dois encontros com seus fãs. Eu fui no de São Paulo!

Linda né? Parece uma pin-up!

Além de Fugalaça Mayra tem outros 3 livros publicados

  • Mil e Uma Noites de Silêncio (2009)
  • Dias Gomes (2012)
  • Finalmente Famosa (2015)

Fugalaça

Conheci o livro Fugalaça em 2012/2013, quando uma amiga do trampo comentou comigo, e disse que eu ia gostar. Só fui ler bem depois, porque estava difícil de encontrar, esgotado em todas as livrarias que eu fui. Acabei comprando a versão e-book.

SINOPSE

FUGALAÇA é um retrato da juventude contemporânea e de seu desespero. Mas é também a história de uma garota. Em seu mundo nada cor-de-rosa, ela vive em algum lugar entre o prazer e a angústia. E caberá ao leitor condená-la ou absolvê-la. Utilizando uma linguagem pop, ágil e atual, Mayra surpreende ao contar a história de Satine, uma espécie de alter ego que mergulha fundo no clichê sexo, drogas e rock’n’roll depois de perder o pai aos 11 anos e ver sua entrada na vida adolescente tomar novos rumos. Uma estréia arrebatadora, FUGALAÇA traz em suas páginas a intensidade da juventude e o quanto ela pode ser libertadora e cruel.

Fonte: Amazon

Eu curto histórias junkies, mas fico um pouco frustrada por encontrar apenas protagonistas homens. São poucas as histórias assim com mulheres, ou escrita por mulheres. Além de Fugalaça, só lembro de Máquina de Pinball da Clara Averbuck (que ainda não li porque está sempre esgotado, mas vi o filme). Christiane F não conta porque não é obra de ficção.

Fugalaça rapidamente se tornou um dos meus livros preferidos, e passei a acompanhar a Mayra em todas as suas redes sociais. Ela é muito ativa na internet, e isso a torna mais próxima dos fãs. Foi pelo twitter que eu soube dessa visita ao Brasil.

Importante dizer que quem assina a orelha do livro, é outra escritora maravilhosa: Fernanda Young.

Meeting

O encontro foi no Astor Bar, na Vila Madalena dia 15/07 (último sábado). Fiquei muito feliz em conhecê-la, e mais ainda por confirmar que ela é uma pessoa extremamente simpática e atenciosa. Fala com todo mundo, autografa quantos livros ou revistas você levar, tira foto com todo mundo, conversa sobre tudo, amei demais! ❤

Se você ainda não leu Fugalaça, dá uma olhada porque o livro é ótimo! Quem tem o kindle, pode baixar uma amostra do livro antes de comprá-lo. 😉 #fikdik

Boas resenhas sobre Fugalaça

Babi Dewet

Digestivo Cultural

 

Filmes assistidos em JUNHO

Resolvi mudar o jeito como estou fazendo esta postagem. Tem muito filme que estou assistindo de novo, ou filmes muito conhecidos e não há razão para citá-los no post.

Vou citar somente aqueles que eu achar melhor.

Vamos à lista \o/


princesa-mononoke-posterPrincesa Mononoke (1997)

“A aldeia de Ashitaka é invadida por um estranho demônio, e quem resolve enfrentá-lo é o corajoso príncipe. Ele luta com o bicho e consegue matá-lo, mas antes fica com o braço ferido e é contaminado por uma maldição. Ele irá se corroer pelo ódio até se tornar um demônio igual ao outro e morrer, a não ser que ele vá atrás da cura na floresta proibida. É aí que começa a jornada de Ashitaka, que vai enfrentar animais fantásticos, princesas amaldiçoadas e os mistérios da natureza. O príncipe vai conhecer também os homens que querem destruir a floresta e a pequena San, ou Princesa Mononoke.” – Fonte: AdoroCinema

Mais um filme do Estúdio Ghibli. Pelo fato de ser uma animação (e não um anime), as pessoas ficam com preconceito e não querem assistir. Mas esse filme é muito bonito, e fala da relação entre humanos e a natureza. Adorei! ❤

 

passageiros-posterPassageiros (2017)

“Durante uma viagem de rotina no espaço, dois passageiros são despertados 90 anos antes do tempo programado, por causa de um mal funcionamento de suas cabines. Sozinhos, Jim (Chris Pratt) e Aurora (Jennifer Lawrence) começam a estreitar o seu relacionamento. Entretanto, a paz é ameaçada quando eles descobrem que a nave está correndo um sério risco e que eles são os únicos capazes de salvar os mais de cinco mil colegas em sono profundo.” Fonte: AdoroCinema

Eu não estava botando muita fé nesse filme, porque alguns filmes nessa temática futurista às vezes usam atores famosos para encobrir um enredo ruim. Achei que fosse o caso aqui. Mas não foi não, o filme até que é legal. Apesar de ter achado algumas coisas achei meio machistas (haha), como o fato de o protagonista acordar a personagem da Jennifer Lawrence antes do tempo (e acabar com todos os planos que ela havia feito para a vida dela), só porque “ele a achou bonita, e não quer passar 90 anos sozinho viajando pelo espaço (ele não tem esse direito)”.

Enfim, filme para ver no domingo, quando você não tem mais nada para fazer.

vida-posterVida (2017)

“Seis astronautas de diferentes nacionalidades estão em uma estação espacial, cujo objetivo maior é estudar amostras coletadas no solo de Marte por um satélite. Dentre elas está um ser unicelular, despertado por Hugh Derry (Ariyon Bakare) através dos equipamentos da própria estação espacial. Tal descoberta é intensamente celebrada por ser a primeira forma de vida encontrada fora da Terra, sendo que um concurso mundial elege seu nome: Calvin. Só que, surpreendentemente, este ser se desenvolve de forma bastante rápida, ganhando novas células e uma capacidade inimaginável.” – Fonte: AdoroCinema

Aqui sim. Aqui se emprega a minha teoria de que quando o enredo é ruim, eles colocam atores famosinhos. Filme ruim. Me lembrou Alien um pouco (só que chato), história muuuito parecida.

sob-o-sol-da-toscana-posterSob o sol da Toscana (2004)

“Frances Mayes (Diane Lane) é uma escritora que leva uma vida feliz em San Francisco, até que se divorcia de seu marido. Triste e deprimida, ela decide mudar radicalmente de vida e compra uma chácara na Toscana, para descansar e poder terminar em paz seu novo texto. Porém enquanto ela cuida da reforma de sua nova casa acaba conhecendo um novo homem, que reacende sua paixão.” Fonte: AdoroCinema

Esse filme é lindo! ❤ Algumas pessoas citam como filme de “recomeço”, mas eu acho que é mais um filme de “prossiga com sua vida” ou “você só tem que viver, para deixar que a vida aconteça”. Assim como Comer, Rezar e Amar, o filme é baseado num livro.

how-to-marry-a-millionaire-posterComo agarrar um milionário (1953)

“Em Nova York, Schatze Page (Lauren Bacall), Pola Debevoise (Marilyn Monroe) e Loco Dempsey (Betty Grable), três modelos cansadas de namorados sem dinheiro, alugam em Manhattan um elegante apartamento com o objetivo de arrumarem maridos ricos. Mas a situação se complica quando o dinheiro vai acabando e elas começam a se interessar por homens sem dinheiro.” Fonte: AdoroCinema

Filme famoso com duas pin-ups famosas: Marilyn Monroe e Betty Grable (lembra do meu post sobre pin-ups?). Eu gostei muito, apesar de ser uma comédia, eu não dei altas gargalhadas, mas ri um pouco com a personagem da Marilyn. O que eu mais gosto em filmes antigos assim, é observar a moda, e a cidade.

easyrider-posterEasy Rider (1969)

“Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper) são motoqueiros que viajam pelo sul dos Estados Unidos. Após levarem drogas do México até Los Angeles, eles as negociam com um homem em um Rolls-Royce. Com o dinheiro a dupla parte rumo ao leste, na esperança de chegar a Nova Orleans a tempo para o Mardi Grass, um dos Carnavais mais famosos em todo o planeta.” Fonte: AdoroCinema

MEEEU QUE FILME! Eu adoro essa vibe motociclista-viajante, esse filme me deu uma sensação de liberdade incrível. Quando acabou eu já queria pegar a moto sair dirigindo pela estrada loucamente ouvindo Born to be wild. Só que eu não tenho moto, e também não sei dirigir, então por enquanto não vai dar. Esse é outro filme bom para observar as pessoas, a moda e a cidade.

Atenção para a participação do Jack Nicolson! Tãããão novinho!

fpkk-posterFaster Pussycat! Kill! Kill! (1965)

“As strippers Varla (Tura Satana), Rosie (Haji) e Billie (Lori Williams) se divertem apostando corrida no deserto, quando encontram um jovem e inocente casal. Logo se livram do homem e levam a garota com elas. A próxima parada do grupo é a casa de um velho debilitado, onde supostamente há uma pequena fortuna escondida.” Fonte: AdoroCinema

Aqui não tem o que dizer.

Aliás, tem sim: ASSISTAM. Filme clássico, diria até que é um filme feminista, mas essa palavra atualmente está tão polêmica… A sinopse está meio mal feita, na verdade, há um desentendimento entre a Varla e o homem (que chegou com a namorada), e a Varla o mata. Como a namorada dele é a única testemunha, a gangue tem que levá-la como refém.

Na minha opinião esse filme mostra muito bem a liberdade da mulher de ser o que ela quiser. E a Varla… ah Varla! Fiquei feliz de ver uma protagonista oriental tão forte. Fui pesquisar a história da atriz, e soube que ela é um mulherão na vida real também (vai ter post). Esse filme me faz refletir sobre como o universo feminino é tão mal retratado no cinema atualmente. Faster Pussycat meteu o pé na porta, as pessoas devem ter ficado chocadas época. ÓTIMO FILME!


Então é isso! Essa foi a minha listinha com os principais filmes que assisti em Junho. De todos, só não recomendo que vocês assistam VIDA, haha.

Beijos 🙂

10 filmes que assisti em Maio

Na verdade eu vacilei e vi somente 9. MY BAD!

Bom, como vocês já sabem, estou assistindo 10 filmes por mês, para que ao final do ano, eu tenha assistido 120 filmes. Esta é uma das minhas metas para 2017, assistir 120 filmes.

Sendo assim, 1 vez por mês, vou postar aqui a lista de filmes que eu vi, e minhas impressões.

Espero de alguma forma inspirar você, para que crie também sua meta de filmes, ou despertar a vontade de assistir algum dos filmes citados por mim.

E se você tiver alguma sugestão de filme, deixe aí nos comentário.

Beijos!


Machete_poster1 – Machete (2010)

“Machete (Danny Trejo) é um ex agente federal mexicano e foi contratado por um homem misterioso (Jeff Fahey) para assassinar um importante político americano. Mas ele também se tornou alvo de outro matador e agora o que parecia ser uma simples e rentável missão, transformou-se num sanguinária trama de conspiração contra o povo mexicano. Machete não vai deixar por menos, quer vingança e para isso conta com seu velho amigo “O Padre” (Cheech Marin).” Fonte

O diretor é o Robert Rodriguez, aquele mesmo cara que escreveu e dirigiu Planeta Terror (o filme da mulher que perde a perna, e no lugar colocam uma metralhadora. Nele você vê anúncios de Machete), portanto o filme segue a mesma linha.

Eu curti, porque gosto desses filmes assim meio “exagerados”, são divertidos (do seu jeito, não como filme de comédia). Se você gosta de filmes de ação e do Tarantino, creio que vá gostar desse também.

moonrise-kingdom-poster2 – Moonrise Kingdom (2012)

“Anos 60, em uma pequena ilha localizada na costa da Nova Inglaterra. Sam (Jared Gilman) e Suzy (Kara Hayward) sentem-se deslocados em meio às pessoas com que convivem. Após se conhecerem em uma peça teatral na qual Suzy atuava, eles passam a trocar cartas regularmente. Um dia, resolvem deixar tudo para trás e fugir juntos. O que não esperavam era que os pais de Suzy (Bill Murray e Frances McDormand), o capitão Sharp (Bruce Willis) e o escoteiro-chefe Ward (Edward Norton) fizessem todo o possível para reencontrá-los.” fonte

Aquele filminho fofo que todo mundo adora.

Dirigido pelo Wes Anderson, esse filme tem todo aquele apelo visual que a gente já conhece dos filmes dele. Aliás, “apelo” não é a palavra, o que eu quero dizer, é que o visual do filme contribui para que esteja tudo certinho e amarrado, para que tenha uma identidade (será que eu soube me explicar?). Filme fofo para ver no final de semana.

antes-que-eu-va-poster3 – Antes que eu vá (2016)

“Samantha Kingston (Zoey Deutch) é uma jovem que tem tudo o que uma jovem pode desejar da vida.. No entanto, essa vida perfeita chega a um final abrupto e repentino no dia 12 de fevereiro, um dia que seria um dia como outro qualquer se não fosse o dia de sua morte. Porém, segundos antes de realmente morrer, ela terá a oportunidade de mudar a sua última semana e, talvez, o seu destino.” – fonte

Este filme não estava na minha lista, mas parei para ver porque parecia ser legal. Infelizmente me enganei.

Na verdade, a ideia é legal. Mas acho que é uma fórmula exaustivamente repetida essa história dos adolescentes que vão à uma festa na casa de alguém da escola, cujo os pais estão viajando. Depois vem aquela história do baile (que nesse filme é de dia dos namorados), a garota que é a diferentona e ninguém que falar com ela, a popular, e blá blá blá. De repente, se fossem estudantes de universidade, ou jovens adultos, o filme fosse mais interessante.

o-hobbit-2-poster4 – O hobbit – A desolação de Smaug (2013)

Coloquei esse filme porque achei que não tinha visto. No meio do filme lembrei que já tinha assistido. ¬¬

 

 

 

 

man-on-the-moon-poster5 – O mundo de Andy (1999)

“Cinebiografia de Andy Kaufman (Jim Carrey), considerado o mais excêntrico, inovador e enigmático comediante de seu tempo. Um mestre em provocar o público, Kaufman podia gerar gargalhadas, um silêncio sepulcral, lágrimas ou até mesmo brigas, o que lhe valeu a fama de gênio da comédia americana.” fonte

Esse aqui é um filme interessante para quem se interessa por personalidades do showbizz que tinham algum (ou vários) parafusos à menos.

Alguns acham ele genial, outros louco. Eu achei esse cara bem locão, na verdade.

Muito do que vemos hoje em dia na tv, ele fez lá na década de 70, como fingir que não quer fazer determinado papel, e simular uma briga com o diretor, onde nem os outros atores que contracenavam com ele sabiam que não era uma brigada de verdade (a famosa pegadinha). Num determinado show, ele não fez nenhuma piada, ao invés disso, leu um livro para a platéia: O poderoso Gatsby. Sem contar a parte mais polêmica, ele chamava mulheres para lutar num ringue com ele, e numa dessas ele conhece sua namorada, que no filme é interpretada pela Courtney Love.

Quer dizer, o cara dava tanta volta nas coisas que fazia, que quando foi diagnosticado com câncer, poucas pessoas acreditaram. Até hoje rola uma lenda dizendo que ele está vivo…

É um filme interessante, porque Andy Kaufman era uma figura interessante.

(Tive que colocar esse vídeo aqui para vocês, porque meu, isso aqui é surreal. Olha até onde esse cara foi…)

o-homem-que-caiu-na-terra-poster6 – O Homem Que Caiu na Terra (1976)

“Thomas Jerome Newton (David Bowie) é um alienígena que vem à Terra em busca da salvação de seu planeta: água. Disfarçado de empresário, ele faz uso de tecnologias avançadas para conseguir o dinheiro necessário para a construção da nave que o levará de volta para casa. Para isso, no entanto, ele deverá sobreviver à dura competição do mundo dos negócios e às tentações terráqueas.” fonte

Eu finalmente consegui assistir esse filme. Há anos eu tentava mas nunca achava para baixar, e nem à venda.

Motivo para ver esse filme: DAVID BOWIE ❤

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7 – American honey (2016)

Em qualquer pesquisa que você faça sobre esse filme, vai encontrar a informação de que ele foi premiado em Cannes com o Prêmio do Juri. Eu não manjo muito de cinema, e nem sei o peso deste prêmio, mas graças à isso resolvi assistir, porque filmes premiados em Cannes devem ser considerados.

“Star (Sasha Lane), uma adolescente que busca viver aventuras, decide se juntar a um caixeiro viajante e cruzar o território do meio-oeste dos Estados Unidos vendendo assinaturas de revistas. No meio da viagem, ela entra em uma loucura de festas, crimes e amores junto com um grupo de desajustados.” fonte

Bom, a história é sobre jovens que viajam pelos EUA numa van, vendendo assinatura de revistas (sim, essa atividade existe, e o filme surgiu à partir desta reportagem aqui ).

Esse filme tem uma pegada meio Kids (como foi citado no Huffington Post BR). Uma coisa que deixou o filme mais realista, foi o fato de a protagonista não ser atriz. Pelo o que li, ela era estudante de psicologia, e estava de férias na Flórida, quando a diretora (Andrea Arnold), a convidou para estrelar o filme.

MOMENTO TV FAMA: Depois das gravações, o Shia LaBeouf , foi morar com a protagonista do filme.

Esse filme é muito bom.

operation-avalanche8 – Operation Avalanche (2016)

“Em 1967, durante a guerra fria, quatro agentes da CIA se dirfançam de cineastas com a tarefa de se infiltrar na NASA e descobrir espiões. Fingindo ter a intenção de documentar a viagem da Terra à Lua, o que eles descobrem leva a uma das maiores conspirações na história dos Estados Unidos.” fonte

Não amei, nem achei péssimo, mas tinha hora que era meio cansativo.

 

O_Conto_da_Princesa_Kaguya9 – O conto da Princesa Kaguya (2013)

“Esta animação é baseada no conto popular japonês “O corte do bambu”. Kaguya era um minúsculo bebê quando foi encontrada dentro de um tronco de bambu brilhante. Passado o tempo, ela se transforma em uma bela jovem que passa a ser cobiçada por 5 nobres, dentre eles, o próprio Imperador. Mas nenhum deles é o que ela realmente quer. A moça envia seus pretendentes em tarefas aparentemente impossíveis para tentar evitar o casamento com um estranho que não ama. Mas Kaguya terá que enfrentar seu destino e punição por suas escolhas.” fonte

Essa aqui é uma animação do estúdio Ghibli, portanto já tem 50% de aprovação. Hahaha.

A história é bonita, e o final me deixou bem emocionada, porque associei com outras coisas.  O que eu mais gostei nessa animação, foi o fato de parecer com ilustrações de livro, parece aquarela, é lindo demais!

Também ganhou prêmio em Cannes, e Oscar de melhor animação em 2015. ❤

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Olha que lindo!

 


E aí, tem algum filme aqui que você ainda não conhecia? 🙂

 

 

 

 

 

LIVRO: A cidade do Sol – Khaled Housseini

Eu resolvi sair da minha zona de conforto, e ler um livro bem diferente dos que estou acostumada.

Dando uma olhada por aí, listas do goodreads, blogs e sites, notei que muitos falavam sobre o Caçador de pipas e A cidade do sol, ambos do escritor afegão Khaled Housseini. Quando li a sinopse dos dois, não tive dúvidas e escolhi A cidade do sol.

Acertei na mosca!

É difícil dar detalhes do livro sem soltar spoilers, mas vou tentar fazer o possível aqui.

O livro começa contando a história de Mariam (15 anos), que é filha do empresário Jalil com sua ex-empregada Nana. Ambas moram afastadas da cidade de Herat, onde Jalil mora com suas esposas e seus filhos. Mariam só conhece a companhia de sua mãe, do mulá e de Jalil, que é sua única ligação com o mundo externo (ela não frequenta a escola). Num determinado momento, uma frustrada ida ao cinema, muda toda a vida de Mariam.

A outra protagonista, é a Laila. Nascida e criada em Cabul, filha de um professor, adora estudar, sonha em entrar na faculdade e casar-se com seu amigo de infância Tariq.

O destino das duas vai se cruzar de uma forma inesperada (elas vão dividir o mesmo marido), e à partir daí muita coisa vai acontecer. A menina promissora Laila se verá mãe de duas crianças antes mesmo dos 20 anos, e sem perspectiva de vida. Enquanto que à Mariam, restam os afazeres domésticos e o esquecimento por parte de seu marido, exceto quando ele achava que algo não estava bom, e partia para agressões físicas e morais. As mudanças no país também irão refletir na vida das duas, que cada vez mais terão menos direitos, e menos liberdade.

Khaled Housseini escreve muito bem (e olha que ele nem fez um desses “cursos de escritores”, o cara é biólogo). Durante a leitura, eu acreditava piamente que tanto a Laila quando a Mariam existiam de verdade. Sem contar o mergulho na cultura do oriente médio, e na história do Afeganistão.

Eu fui engolida por essa história. Fiquei emocionada de tal forma com a história da Mariam, que cheguei a chorar. Chorei porque fiquei pensando na realidade de muitas mulheres por aí, que pode ser bem parecida com a dela (dadas as devidas proporções, é claro).

Uma coisa que deixa o livro mais interessante (na minha opinião), é o fato de o autor utilizar cidades que existem, e figuras que existiram realmente, assim a história parece mais real. Além do fato de superficialmente contar um pouco sobre a guerra do Afeganistão (na década de 70), os conflitos posteriores, e como isso afetou a população afegã, e dos países vizinhos (Paquistão e Irã) ao receberem tantos refugiados.


Detalhes do produto

Capa comum: 368 páginas

Editora: Nova Fronteira

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FILME: Livre (Wild)

Há algum tempo o site da Amazon vinha me sugerindo ler LIVRE, da Cheryl Strayed.

Mas não me interessei, porque na capa tem uma foto do filme, e eu odeio quando fazem isso. Também achei que seria só mais um clichêzão sobre mulheres fazendo coisas supostamente masculinas.

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SÓ QUE esse tema me interessa muuuito.

Além do fato, de nos últimos dias, mulheres viajantes terem se tornado um tema bastante comentado, em razão do assassinato das turistas argentinas no Equador (mais infos aqui).

Eu acompanho muitas mulheres que têm essa pegada viajante-aventureira (Carol Emboava é uma delas), acabei não segurando a curiosidade e resolvi dar uma chance ao filme (AINDA BEM!).


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O filme é bem bonito e tem uma fotografia incrível (também né, cada trilha linda <3).

Conta a história da Cheryl Strayed, que em 1995, com 26 anos, após uma grande perda familiar (sua mãe morre de câncer), entre outras coisas, decide fazer a PCT – PACIFIC CREST TRAIL, para se reencontrar emocionalmente.

Essa trilha, de mais de 4 mil quilômetros, vai da fronteira dos EUA com o México, até a fronteira com o Canadá (pouca coisa né?).

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Agora a parte maluca da história: sabe quantas trilhas/acampamentos ela havia feito na vida antes de entrar na PCT? NENHUMA! NENHUMINHA!

Isso quer dizer que o preparo físico dela não deveria ser lá uma coisa maravilhosa, assim, como suas habilidades de se manter viva into the wild. Mesmo assim, sem um preparo físico de atleta, canivetes do Mcguyver, uma mochila adequada (gente, ela carregava UMA SERRA), e sem saber das dicas do Celso Cavallini (bjos gato!), essa mulher quis fazer, foi e fez.

Na verdade, dos 4,265 km que a trilha possui de ponta à ponta, ela percorreu um total de 1,770 km, ou seja não fez a trilha inteira. Mas isso não minimiza seu feito, afinal de contas, ela não tinha nenhum tipo de conhecimento, e sabemos que esse tipo de atividade é pesada, até para quem faz com frequência.

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Após terminar o filme, fiquei louca para ler o livro, pois com certeza tem muito mais informação (sempre tem!).

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O nome original do livro é Wild: From Lost to Found on the Pacific Crest Trail, e já vendeu mais de 1 milhão de cópias, desde seu lançamento em 2012. Cheryl disse numa entrevista que recebeu muitos emails de pessoas dizendo que decidiram fazer a trilha após terem lido seu livro. O efeito Wild (como foi chamado), motivou também trilhas mais curtas, e adivinha qual foi o público que aumentou na PCT após a publicação do livro? As MULHERES, claro!

Muitas pessoas começam a fazer trilha não por um motivo especial, como a Cheryl, mas seja lá qual for a sua motivação, vá fazer uma trilha!

Curiosidade

  • A Reese Whiterspoon foi indicada ao Oscar de melhor atriz em 2015, por sua atuação em Livre.

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Mais fotos e infos da trilha.

Dê uma chance à um e-reader

Se você acha que os e-readers, chegaram para substituir os livros, repense.

Desde que comprei o meu, em Outubro, já li quase 10 livros!!! Para algumas pessoas pode ser pouco, mas para pessoas como eu, que só têm tempo para ler no transporte público, e em casa aos finais de semana e feriados, este número é bem satisfatório.

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Kindle da Amazon

Quando comprei o meu e-reader (kindle) não achei que fosse aumentar tanto assim a minha frequência de leitura.

E sei bem a razão desse aumento!

1º os livros SÃO MUITO MAIS BARATOS
Sim, é ridículo comprar um livro na livraria por R$ 45,00, e depois encontrar a sua versão digital por R$ 9,90. Sei muito bem todas as razões pela diferença de valor, mas não tem comparação, às vezes a versão digital é menos que a metade do preço do livro físico.

2º muito mais fácil encontrar alguns títulos
Dependendo de qual e-reader você comprar (creio que os mais conhecidos são: o Lev – Saraiva, o Kindle – Amazon, e o Kobo – Livraria Cultura), vai notar como é maravilhoso o acervo das livrarias. Às vezes você quer muito ler um livro X que não está mais sendo impresso, e isso é realmente terrível. Mas devido à facilidade em distribuir livros digitais, com um e-reader suas chances de encontrar aquele título que você procurava há anos aumenta muuuuuito mais.

3º facilidade para comprar o livro que eu quero
Quem é que nunca perdeu a paciência procurando livro em prateleira de livraria? Eu sempre. Não estou dizendo que ir à livraria é chato, ou que os vendedores são chatos. Mas devido à minha falta de tempo, não curto passar horas buscando um título na livraria, ou ir até lá linda e alegre, e ser recebida com um: “não temos esse nessa loja, se você quiser encomendar, chega entre 5 e 10 dias ou está esgotado na editora, mas posso anotar seu interesse.” Perco meu tempo, e volto para casa frustrada. Pelo e-reader você digita o nome do livro que tem interesse, lê os comentários de quem já leu (caso você tenha interesse), e PAM! Compra o livro! Rápido, fácil e indolor!

Estes são apenas os três principais motivos, os mais importantes para mim. Claro que existe o fato de um e-reader ser beeeeem mais leve que um livro físico, o que facilita para quem vai carregar na bolsa ou numa viagem, por exemplo. E uma coisa que eu só para para analisar depois que entrei nesse mundo, quando um livro termina, você já pode iniciar outro, afinal de contas, você já está com ele ali (se você tiver comprado né). Quem tem o costume de acompanhar histórias divididas em volumes (um salve para GoT!), pode tirar um proveito maior dessa facilidade.

Gente, o e-reader não veio para substituir o livro físico, assim como o rádio não foi substituído pela tv, que por sua vez não foi substituída pela youtube e blá blá blá. São coisas diferentes, feitas para facilitarem a nossa vida. O fato de você ter um e-reader não quer dizer que nunca mais na sua vida você vá comprar um livro, muito pelo contrário, livros físicos ganharam até um charme a mais depois do e-readers, mais ou menos como o vinil, depois do cd.

Minha mensagem final é: dê uma chance aos e-readers.